Os preços hoje estão mais subjetivos do que nunca. Muito mais acentuada fica a problemática, quando se trata de algo pouco conhecido. Não vamos resolver a questão neste artigo, mas talvez algumas dicas sejam úteis para sua próxima compra. Boa sorte!
Sorte é algo importante que não devemos desprezar em momento algum, quanto mais desconhecido é o fato, maior tem que ser sua sorte. O tempo inteiro nos deparamos com situações, onde tudo que desejamos é um pouco de sorte para minimizar os riscos. Calma, não fique alarmado, você vai sobreviver a este texto! O que quero dizer é que a compra certa do vinho, depende de muitos fatores, inclusive do seu gosto, que deve ser diferente do meu e de outros. Então encare o risco da compra como um desafio, uma surpresa. Pode ser boa ou má. Se não for assim você poderá incorrer no erro de nunca arriscar. Isso sim é muito grave. No mundo de tanta diversidade, como é o caso, escolher um ou outro vinho de sua preferência e não experimentar mais nada de novo, é no mínimo pouco inteligente. Faça sua escolha e corra riscos!
Dica UM: A procedência do vinho é muito importante, isso não vale somente para o produtor (a vinícola), vale também para o comerciante. O vinho tem que estar bem armazenado, com temperatura e umidade controladas. Uma loja, onde os cuidados com o produto, claramente deixam a desejar, nunca será uma boa escolha.
As vinícolas sérias em todo mundo, prezam por seus produtos, independentemente da proposta do vinho. Vejamos: um vinho de primeiríssima linha, tem evidentemente suas diferenças na elaboração, mas isso não pode abrir precedente para que o vinho mais simples daquela casa esteja sendo menosprezado nos cuidados mais básicos. Então, quanto maior o conhecimento dos produtos oferecidos por uma vinícola, mais segura será sua compra. É bom memorizar esses produtores e conhecer o máximo sua proposta, melhor ainda é visitá-los se possível. O mundo está cheio de gente séria, fazendo grandes trabalhos, mas você sabe, também há um número grande de desonestos.
Dica DOIS: Os vinhos de determinada região, tendem a ter algumas características em comum, eles não são iguais, nenhum vinho é igual a outro, nem mesmo de uma safra para outra. Procure atentar para os países vinícolas, suas regiões, características, cepas mais tradicionais, faça anotações e descubra se eles normalmente são bons ou não. Pode existir uma ou outra característica que agrade mais a você em particular, e por muitas vezes esta será aquela que vai decidir em uma hora de dúvida.
Dica TRÊS: Degustação. Participe de todas que puder, acompanhe as explicações. Interaja e tire suas dúvidas. É um bom programa para quem se interessa pelo assunto, mas pode ser enfadonho se o dirigente (normalmente tem um) for prepotente ou arrogante. A degustação deve ser realizada com bastante atenção e a principal análise a ser feita, principalmente para o iniciante ou aquele que não tem um compromisso profissional é: ISSO É BOM?
Dica QUATRO: O preço normalmente trás em si, um indicativo de qualidade, mas não leve isso a ferro e fogo, existem vinhos muito bons que custam pouco, como os que são demasiadamente caros e que não agradam a uma maioria expressiva. É relativo também o caro e o barato, esses parâmetros são muito pessoais, por isso quando for a uma loja, tenha em mente, quanto você tem disponível, ou quanto gostaria de dispor. Assim, muitos da lista gigante que normalmente nos deparamos, serão suprimidos. A relação qualidade x preço, que tanto ouvimos, deve ser observada constantemente, para que você crie seus próprios conceitos do que é bom ou ruim, do que tem bom preço ou não. No mais, é abrir garrafas, ter prazer e experiências e de preferência bem acompanhado!
Saúde!